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Macron exprime "vergonha" após tumultos e apela ao diálogo responsável a seis meses das eleições
O presidente francês dirigiu-se este domingo ao país depois da onda de violência que assolou várias cidades daquele país, com vandalismo e pilhagens.
“Todos sentimos raiva e vergonha de ver as nossas ruas atacadas”, afirmou Emmanuel Macron, vincando a solidariedade com os feridos e as suas famílias, assim como os “presidentes de Câmaras Municipais afetadas, comerciantes e atores económicos que sofreram consequências da violência” que se fez sentir, sobretudo no último sábado.
O presidente francês garantiu que os comerciantes “não vão ficar sozinhos” e garantiu que o Governo irá começar a trabalhar desde logo para minimizar os impactos. Segundo o Ministério francês do Interior, a onda de violência em França no último sábado levou a 2.397 interpelações pelas forças policiais. Há quase mil polícias ou militares feridos, sete dos quais em estado grave.
Ao mesmo tempo, o chefe de Estado francês apela a que se olhe “lucidamente” para estes protestos e que não se confunda a onda de violência com os “compatriotas” que se manifestaram “com reivindicações legítimas” sobre o aumento do custo de vida.
“Percebo a sua inquietação”, afirmou Emmanuel Macron, dirigindo-se aqui em particular aos jovens estudantes do ensino secundário e ensino superior que se têm manifestado. “As suas expectativas devem ser escutadas”, ao mesmo tempo que se deve “garantir firmemente a ordem pública”.
Por outro lado, o presidente francês exigiu aos vários atores da sociedade francesa, incluindo partidos políticos e organizações sindicais, para que “condenem toda a violência e apelem à calma”.
“Ninguém pode fugir às suas responsabilidades. O país precisa de ordem e apaziguamento, não de uma escalada de violência”, vincou.
Emmanuel Macron lembrou ainda que o país está a menos de seis meses das eleições presidenciais de 2027. Apelou a debates “nos jornais, nas televisões e em reuniões pacíficas”, mas nunca rua através da “desordem e vandalismo”.
“França é uma grande força democrática. (…) O nosso país merece boas eleições presidenciais”, apontou o atual presidente em fim de mandato.
“Os que destruíram têm de pagar, os que pilharam têm de reembolsar, aqueles que tentaram destruir a República vão ter de responder”, assinalou, prometendo uma “ação judicial apropriada”.
Emmanuel Macron pediu ainda ao Governo, e em particular ao ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, que "extraia todas as lições necessárias" dos acontecimentos de sábado "em termos de inteligência e preparação". "Espero respostas claras e haverá total transparência", prometeu.
Atento às "reivindicações legítimas"
Ao mesmo tempo, o chefe de Estado francês apela a que se olhe “lucidamente” para estes protestos e que não se confunda a onda de violência com os “compatriotas” que se manifestaram “com reivindicações legítimas” sobre o aumento do custo de vida.
“Percebo a sua inquietação”, afirmou Emmanuel Macron, dirigindo-se aqui em particular aos jovens estudantes do ensino secundário e ensino superior que se têm manifestado. “As suas expectativas devem ser escutadas”, ao mesmo tempo que se deve “garantir firmemente a ordem pública”.
Por outro lado, o presidente francês exigiu aos vários atores da sociedade francesa, incluindo partidos políticos e organizações sindicais, para que “condenem toda a violência e apelem à calma”.
“Ninguém pode fugir às suas responsabilidades. O país precisa de ordem e apaziguamento, não de uma escalada de violência”, vincou.
Emmanuel Macron lembrou ainda que o país está a menos de seis meses das eleições presidenciais de 2027. Apelou a debates “nos jornais, nas televisões e em reuniões pacíficas”, mas nunca rua através da “desordem e vandalismo”.
“França é uma grande força democrática. (…) O nosso país merece boas eleições presidenciais”, apontou o atual presidente em fim de mandato.